Nasceu em Cremona (Itália) em 1502. Desde jovem, soube cultivar a sua missão batismal, atuando como catequista de crianças, jovens e adultos, indo ao encontro dos marginalizados de seu tempo. Formou-se em Medicina na Universidade Pádua, como médico, colocou seu conhecimento a serviço dos irmãos. Dedicou-se totalmente ao serviço dos pobres e abandonados, preocupando-se com sua saúde física e espiritual.

Antônio Maria vê-se chamado ao sacerdócio aos 26 anos. Inspirando-se em São Paulo Apóstolo, colocou suas forças e criatividade a serviço do Reino, dando a vida a uma nova forma de ação pastoral e de ser religioso e leigo na Igreja: fundou a Ordem dos Clérigos Regulares de São Paulo – Padres e Irmãos Barnabitas -, as Irmãs Angélicas de São Paulo e os Leigos de São Paulo, todos voltados para a reforma da Igreja.

Morreu em Cremona dia 05 de julho de 1539 aos 37 anos. Apóstolo de Cristo Crucificado e da Eucaristia, promoveu as “ Quarenta Horas” de adoração. Sua obra continua hoje no mundo inteiro através de seus filhos e filhas espirituais, nas Américas, na Europa, na Ásia e na África, como Paulo, também podia dizer: “Combati o bom combate…”. Deixou esta terra e deu seu último “sim” ao Senhor.

 

“Seja perseverante nos seus compromissos, porque muitos começam bem, mas depois param, vencidos pelo cansaço”.

Santo Antônio Maria Zaccaria

 

Os três milagres aprovados pela Santa Sé à canonização de Santo Antônio Maria Zaccaria

Paola Aloni

O primeiro milagre aconteceu em Cremona (Itália) no ano de 1873. Paola Aloni, que sempre gozou de ótima saúde, ao chegar aos vinte e cinco anos de idade, foi surpreendida de uma doença reumática nervosa, acompanhada de fortes contrações, espasmos e delírios. As causas foram conhecidas mais tarde já que se manifestou um tumor maligno escondido na garganta. A isso se acrescentou uma incurável doença no centro do nervo espinhal que a obrigou a ficar de cama durante sete anos.

Perdida cada esperança de cura, invoca a ajuda de Santo Antônio Maria Zaccaria, que logo a socorreu. Já estava nos extremos das forças e a tinham dado como morta, quando de repente, no dia 25 de maio, às 16h a jovem retornou aos seus sentidos, levantou da cama e ficou completamente curada.

Francesco Aloni

O segundo milagre aconteceu também em Cremona (Itália). O irmão de Paola, chamado Francesco Aloni, desde pequeno sofria de Herpes Zoster. Ele crescia e estava sujeito a frequentes inflamações no cérebro correndo o risco de complicações mais graves em nível cerebral. Ao chegar à fase adulta, acidentalmente quebrou uma perna, na qual, com o passar do tempo, formou-se um tumor, desenvolvendo um quadro de periostite crônica incurável. Oprimido e aflito, foi visitar sua irmã que o exortou a recobrar o ânimo, pois na ausência de remédios humanos, permanece aquele do céu; aquele que ela mesma tinha experimentados com a válida ajuda de Santo Antônio Maria Zaccaria, e que, portanto, ele mesmo deveria recorrer para obter a graça. Sua irmã tomou a relíquia de Santo Antônio Maria Zaccaria, colocou-a sobre a perna enferma e disse: “Por intercessão do venerável Antônio Maria Zaccaria, Deus te cure desse mal”, em seguida, começou a novena. Antes de terminá-la Francesco ficou perfeitamente curado de sua enfermidade, no dia 23 de outubro de 1876.

 

O agricultor Vincenzo Zanotti

O terceiro milagre aconteceu no ano de 1876, na Arquidiocese de Bolonha, Itália. O agricultor Vincenzo Zanotti padecia de gravíssimas úlceras. Durante vários anos, os remédios utilizados às vezes aliviavam as dores, mas não solucionavam o problema e quando se exacerbavam sempre mais as dores, ele era obrigado a ficar de cama. Todos os médicos não davam esperança de cura. Providencialmente, veio-lhe às mãos uma imagem e uma relíquia de Santo Antônio Maria Zaccaria, juntamente com o compêndio de sua vida.

Ao lê-la, Vicenzo se sentiu animado e esperançoso de ser curado e, assim, recorreu ao Santo. Para merecer sua proteção, começou uma novena de orações e depois um tríduo. No último dia, tirou as faixas e, quase não acreditando no que estava vendo, percebe que elas desapareceram de tal forma que, além de poder caminhar, também pôde retornar ao duro trabalho do campo.

 

Fato milagroso ocorrido no quadro venerado na cripta de São Barnabé em Milão

Pe. Faustino Maria Premoli, reitor do colégio dos Barnabitas, em Cremona, Itália, ao entardecer do dia 15 de julho de 1747, ajoelhado diante de uma imagem de Santo Antônio Maria Zaccaria, rezava a Deus que mais uma vez fizesse, por meio de seu servo, novos milagres, mas um retumbante para, assim, poder solicitar canonicamente sua beatificação. No dia seguinte, como de costume, algumas pessoas devotas estavam rezando diante do quadro de Santo Antônio Maria Zaccaria.

De repente, ficaram maravilhados ao ver a imagem circundada de uma grande luz celestial. O Servo de Deus, Antônio Maria Zaccaria, deixou cair sobre o braço esquerdo o lírio e, levantando a mão direita, abençoou-os. Enquanto tudo isso acontecia, Pe. Premoli estava de costas para o quadro, porque abençoava os fiéis com a relíquia do Santo. Vendo nas pessoas certo tremor e estupor, perguntou o que estava acontecendo, mas ninguém ousava se pronunciar. Terminada a aparição, começaram a exclamar: “Ó Senhor!  Que milagre!  Que grande milagre nós vimos!”   Contaram, então, a visão, da qual, em seguida, permaneceu uma prova permanente na mesma imagem, pois a mão direita do Santo e o lírio não voltaram mais à antiga posição.

Tal fato foi verificado não somente pelo Pe. Premoli, mas também por muitas pessoas que lembravam como era a imagem anterior. A confirmar isso, está o pintor Tommaso Picenardi, que tinha algumas cópias da obra.