4º Domingo do Advento: expectativa para a chegada da Luz ao mundo

“Deus Forte, o Conselheiro Admirável, o Príncipe da Paz” (Is 9).

No domingo que antecede o natal, a ultima vela é acesa e a coroa do advento resplandece, afastando as trevas que antes assolavam o mundo e agora dá espaço a paz. É a melhor representação da chegada da Luz do Mundo, proclamada nos ensinamentos feitos pelos profetas.

A liturgia deste domingo reforça ainda mais as profecias. Isaias mostra a força do Filho de Deus ao chamá-lo de Príncipe da Paz, pois em seu mundo não haverá guerra ou sofrimento: “o boi comerá palha ao lado do leão; a criança de peito poderá colocar a mão na toca da serpente sem mal algum” (Is 11). Além disto, a liturgia também deixa explicita a humildade do Menino Jesus, que na simplicidade de seu nascimento, ainda sim é Rei.

Em 2018, Papa Francisco recordou o verdadeiro significado do advento: “O Advento convida-nos a um compromisso de vigilância, olhando para fora de nós mesmos, ampliando a mente e o coração, para nos abrirmos às necessidades das pessoas, dos irmãos, ao desejo de um mundo novo“.

Após esses dias de oração e preparo, com o coração cheio de esperança, aguardemos pela chegada de Jesus Cristo, Salvador do Mundo, para que nossas vidas sejam iluminadas

Maria, exemplo de advento:

A palavra “advento” tem em seu significado etimológico “vinda” ou “chegada”. Para os cristãos, é o momento de espera para o Nascimento de Jesus.

Maria é o maior exemplo de advento, esperou paciente para dar a luz ao Nosso Salvador. Ela aceitou humildemente aquilo que o Anjo Gabriel, enviado por Deus, a anunciou: Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim (Lc 1, 30-33).

Maria era conhecedora das profecias, então de pronto entendeu a mensagem do anjo e não tinha dúvidas quanto à veracidade daquelas palavras. Diante a explicação recebida pelo anjo, Maria medita em seu coração todas as palavras e a resposta que o Céu e a Terra aguardavam. Após aceitar os desígnios de Deus, disse: Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra. (Lc 1, 38).

Diante disso, temos a humildade de Deus e a humildade humana de Maria, cumprindo assim o mistério da humanidade: E o Verbo se fez carne e habitou entre nós (Jo 1, 14).

Texto: Karol Coelho – ASCOM Basílica Santuário de Nazaré

 

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