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Barnabitas: 115 anos no Brasil

Congregação dos Clérigos Regulares de São Paulo marcou profundamente a história da evangelização da Amazônia

A Ordem dos Clérigos Regulares de São Paulo, mais conhecidos como Barnabitas, chegou ao Brasil no dia 21 de agosto de 1903, nos portos de Recife e Belém. Em virtude de conflitos religiosos ocorridos na França, um pequeno grupo de padres veio para o Brasil também como parte do amplo movimento de renovação pastoral promovido pelo Episcopado brasileiro, quando, no início do período republicano, a Igreja foi separada do Estado e este aprovou a vinda de dezenas de congregações religiosas para atuar em vários campos, desde a educação até a assistência social.

Entre os pioneiros em solo belenense estavam: o superior da congregação Pe. Emilio M. Richert, Pe. Paulo M. Lecourieux, Pe. Pedro M. Charvy, Pe. Julio M. Vanbecelaere e o Irmão Vito M. Di Cecca. Ao chegarem na capital paraense o primeiro grupo barnabita foi acolhido pelos Irmãos Maristas, também franceses recentemente instalados (1902) no Convento/Colégio do Carmo.

No início de sua missão em terras brasileiras, os Barnabitas desenvolviam suas atividades nas em Prelazias e Dioceses em fase de formação. Em 1905 após negociações com o clero, os Barnabitas assumem a então freguesia de Nossa Senhora de Nazaré.

Conforme relato do historiador Heraldo Maués, “Em Belém, os barnabitas receberam a incumbência de dirigir o seminário, sendo, mais tarde, entregue a eles o mais importante santuário de devoção popular da Amazônia, o de Nossa Senhora de Nazaré. De Belém os barnabitas estenderam sua ação missionária ao interior do estado, onde lhes foi confiado a prelazia do Guamá, inicialmente com o nome de prelazia do Gurupi, com sede na cidade de Ourém (antiga casa forte do Rio Guamá)”.

Um dos maiores feitos dos Barnabitas na Amazônia foi sem dúvida, a construção da Basílica Santuário de Nazaré. Em 1909 foi colocada a pedra fundamental do templo, que deu início à construção da majestosa igreja, com projeto inspirado na Basílica de São Paulo Extramuros, no Vaticano. Os Barnabitas recebiam com muita dificuldade, todo o material vindo da Europa, com sacrifícios do Padre italiano Luigi Zoia, que pedia a gestão e o intermédio dos barões da borracha, e a ajuda e doações dos fervorosos fiéis que em alguns casos contribuíam com tudo que tinham.

A construção só foi concluída depois da Segunda Guerra Mundial, enfrentando os dois períodos de conflitos (Primeira e Segunda Guerra, quando houve crise econômica e a comercialização foi quase que interrompida), a crise da borracha no Pará, a Revolução de 1930 e a instituição do Estado Novo.

Hoje, os Padres Barnabitas estão presentes em vários estados brasileiros, com atuação no Rio de Janeiro, Ceará, Minas Gerais, São Paulo, Brasília, Rio Grande do Sul e no Pará, onde são responsáveis pela maior manifestação de fé católica do mundo: o Círio de Nossa Senhora de Nazaré.

Que o fundador, Santo Antônio Maria Zaccaria, continue intercedendo e guiando o caminho de todos os Padres Barnabitas, Irmãs Angélicas e Casais de São Paulo para que realizem ainda mais em prol da evangelização e do engrandecimento do Reino Celestial!

 

Texto: Aline Andrade – ASCOM Basílica Santuário de Nazaré

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