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Mês Mariano: Cerimônia de Descida da Imagem Original de Nossa Senhora de Nazaré acontecerá nesta segunda-feira (25)

Em celebração ao mês mariano, os Padres Barnabitas junto à Diretoria da Festa de Nazaré e a Arquidiocese de Belém realizarão, nesta segunda-feira (25), a cerimônia da Descida da Imagem Original de Nossa Senhora de Nazaré, do Glória.  O momento acontecerá após a Santa Missa das 18h, no Santuário da Rainha da Amazônia, e contará com a presença de autoridades eclesiásticas, levando em consideração todas as orientações prescritas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), prezando pela segurança e saúde de todos os presentes.

Amparados pelos braços acolhedores de Maria, os devotos da Rainha da Amazônia aguardam ansiosos para participarem desta cerimônia. Desta vez, em função do contexto de vulnerabilidade no qual o povo do mundo inteiro presencia, os fiéis poderão participar da celebração por meio das transmissões realizadas pelas plataformas digitais oficiais da Basílica Santuário no Facebook e Youtube e, também, pela TV Nazaré.

A Imagem Original de Nossa Senhora de Nazaré desce, apenas, duas vezes ao ano, sendo nos meses de Maio e Outubro.

Imagem Original: A Imagem Original é uma escultura em estilo Barroco confeccionada em madeira que foi encontrada por Plácido José de Souza, no ano de 1700. Ela possui 28 cm de altura e apresenta traços de uma senhora portuguesa. Já foi reformada três vezes, a primeira entre 1773 e 1774. Em seu retorno, após a primeira restauração, foi levada em uma grande procissão que saiu do porto de Belém seguindo até a ermida, no arraial de Nazaré. A segunda restauração aconteceu em 1846, quando a imagem foi novamente enviada a Portugal.

O “milagre do retorno”

Relatos apontam que Plácido encontrara a imagem em uma bifurcação de um taperebazeiro (árvore do taperebá) e outros de que seria em uma espécie de nicho natural em meio a trepadeiras. E que, após achar a imagem, que estaria com um manto, percebeu costurado na parte interna um papel onde se lia “Nossa Senhora de Nazaré do Desterro”. Ele a levara para sua casa e a colocara em um pequeno altar de miriti, onde estavam um crucifixo e outras imagens de santos de sua devoção. No dia seguinte, a imagem teria sumido. Ao retornar ao local do achado, percebeu que ela se encontrava no mesmo lugar do dia anterior. O fato repetiu-se durante alguns dias e a notícia do “desaparecimento” se espalhou, provocando a intervenção das autoridades civis e eclesiásticas, fazendo com que fosse levada para o Palácio do Governo, para o Paço Episcopal e à recém-erguida Catedral, de onde ela também sumiu, sendo encontrada no mesmo local.

Por conta dos desaparecimentos, Plácido teria entendido que a imagem deveria ficar no local onde fora encontrada e ali construiu uma ermida para abrigá-la. O local do achado é onde hoje se encontra a majestosa Basílica Santuário.

O chamado milagre da “fuga da imagem” é tido como um prodígio que indica que o lugar teria sido escolhido por Deus para que ali a fé de seus filhos fosse manifestada. Ainda hoje a graça do Pai se manifesta por meio da intercessão da Vigem Santíssima, que acolhe seus filhos para celebrar, louvar, bendizer e suplicar ao Senhor.

A imagem é em si a memória e representação da Mãe que, trazendo o Filho amado nos braços, acolhe toda a humanidade N’Ele simbolizada. A doutrina Católica ensina que não são as imagens que fazem milagres, mas sim Deus Trino, que por intercessão de Maria, que nos antecede no Reino Celeste, realiza o impossível.

Ao longo da história incontáveis são os relatos de graças alcançadas por intercessão de Nossa Senhora de Nazaré aos que acorrem ao templo dedicado à Rainha da Amazônia, comprovando que se trata de um lugar abençoado e consagrado a Deus, onde seu poder se manifesta de maneira inigualável.

Origem da Imagem

A verdadeira origem da imagem é desconhecida, supondo-se que seja de Portugal, visto que à época não haveriam “santeiros” habilitados para a elaboração desta espécie de escultura em Vigia de Nazaré, local onde a devoção foi primeiramente implantada pelos colonizadores. A estatueta possivelmente teria sido trazida pelos missionários Jesuítas, responsáveis pela difusão da devoção por este título mariano em outros locais no território amazônico. A maioria dos pesquisadores contesta a versão de que a imagem teria sido transportada por terra da localidade de Vigia pelo fato de que o caminho era perigoso por conta da presença de povos arredios ao longo do seu curso, fazendo com que só fosse possível a comunicação com Belém pelos rios.

Fotos: ASCOM Basílica Santuário de Nazaré

Texto: Yêda Sousa – ASCOM Basílica Santuário de Nazaré

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