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O Tríduo Pascal – Por Padre Francisco Maria Cavalcante Júnior

Segundo nossa tradição religiosa, o Tríduo Pascal inicia-se com a missa vespertina da Ceia do Senhor e finaliza com as Vésperas do Domingo da Ressurreição (Normas sobre o ano litúrgico e o calendário, n.19).

Na Quinta-Feira Santa, pela parte da manhã o bispo concelebra com seu presbitério a ação litúrgica intitulada Missa do Crisma, isso com o afã de expressar a comunhão dos sacerdotes com o Ordinário local. Nessa celebração o bispo convida aos padres a renovarem suas promessas sacerdotais, faz-se a bênção do óleo dos enfermos, do óleo dos catecúmenos e a consagração do crisma. Pela tarde, a Igreja convida a celebrar a Missa da Ceia do Senhor, a qual, aqui somos exortados a fixar o olhar em três pontos: instituição da sagrada Eucaristia, do sacerdócio e a vivência da caridade. Depois da homilia, comumente, temos o rito do lava pés. A liturgia segue seu curso habitual e, depois da oração pós comunhão, inicia-se a procissão com o Santíssimo, esvazia-se o sacrário e se leva as reservas Eucarísticas para um lugar adequado. O Missal Romano convida fazer alguns minutos de adoração em silêncio e, ao término, o sacerdote e os ministros voltam à sacristia, retiram as toalhas do altar, retira-se as imagens ou, caso não seja possível, recomenda-se velá-las (nn.18 -19).

                                                     Foto: Yêda Sousa – ASCOM Basílica Santuário de Nazaré

Na Sexta-Feira da Paixão revivemos a Paixão de nosso Senhor, ou seja, sua auto entrega total na cruz. Nesse dia a Igreja não celebra a Santa Missa, só se realiza a celebração da palavra (recomenda-se que a mesma seja realizada por volta das 15h). O sacerdote e os ministros entram em silêncio como expressão do santo luto, fazem reverência e se prostram ou se ajoelham diante do altar. Com o altar despojado (sem toalhas, velas e cruz) a liturgia é constituída em três partes:  I- liturgia da palavra (Is 52, 13-53,12 alude ao servo sofredor, Jo 18, 1-19,42 remete-se a história da Paixão do Senhor), adoração da cruz (aqui a comunidade presta sua adoração ao Cristo que se doou por nós nesse madeiro e sua veneração ao madeiro santificado por Cristo) e comunhão (temporariamente, coloca-se a toalha no altar e o corporal, ao finalizar a comunhão do sacerdote e do povo, retira-se o cibório com a Eucaristia e desnuda-se o altar). Depois da oração pós comunhão, o sacerdote estende as mãos sobre o povo, faz oração e ao finalizar, todos saem em silêncio.

          Foto: Aline Andrade – ASCOM Basílica Santuário de Nazaré

No Sábado Santo a Igreja, depois de permanecer misticamente junto ao sepulcro de Cristo, meditando sua paixão e morte esperando sua ressurreição; a noite, a comunidade está em vigília em honra do Senhor. A liturgia está organizada em quatro partes: a primeira é a celebração da luz feita fora ou na porta do templo (aqui se faz memória as promessas que Deus fez ao seu povo), segunda parte é a liturgia da palavra (relata gradualmente a história e o caminhar de Deus com a humanidade, da criação a vinda de Cristo à terra), terceira parte é liturgia batismal, quarta parte é a liturgia Eucarística.

                                           Foto: Karol Coelho – ASCOM Basílica Santuário de Nazaré

Inferindo, o Tríduo, em seu conjunto ritual, leva-nos a celebrar o mistério pascal de nosso Senhor Jesus, ou seja, caminhamos com Ele rumo ao calvário, revivemos Sua entrega total no madeiro e, com júbilo, testemunhamos Sua ressurreição, pois ao morrer destruiu a morte e nos abriu as portas do céu.

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