Padre Giovanni Maria Incampo, 65 anos de sacerdócio: testemunho de fidelidade a Deus!

Neste dia 31 de Dezembro, os Padres Barnabitas estão jubilosos com o aniversário sacerdotal de Padre Giovanni Maria Incampo. São 65 anos de doação a um chamado que fora identificado desde pequeno.

Padre Giovanni é um exemplo de fidelidade a Deus e a Nossa Senhora de Nazaré desde que entrou para o Seminário, aos 15 anos de idade. Ordenado padre aos 24 anos e, aos 37, saiu de sua cidade natal Bari, na Itália; no dia 12 de outubro chegou ao Brasil para iniciar a missão na antiga Prelazia do Guamá – hoje Diocese de Bragança – como pároco de Irituia.

O sacerdote passou por diversos municípios paraenses, deixando um testemunho de caridade e compreensão. Em Nazaré, foi pároco nos anos de 1972 a 1978, posteriormente retornou ao cargo de 2016 a 2018. Atualmente é vigário paroquial.

Em sua trajetória, instituiu a Guarda de Nossa Senhora de Nazaré, o ECC (Encontro de Casais com Cristo) e RCC (Renovação Carismática Católica), iniciou as Peregrinações de Nossa Senhora de Nazaré em preparação ao Círio como grande momento de evangelização.

Confira o relato que o próprio Pe. Giovanni escreveu sobre a trajetória por ele realizada:

“Sou italiano. Nasci em Altamura (Bari), “cidade do pão”, o melhor do mundo. Nasci com a vocação sacerdotal, religiosa e missionária. Aos 15 anos entrei no seminário Barnabita – Arpino; aos 24 anos fui ordenado sacerdote, em Roma. Durante 13 anos atuei na Itália como formador dos futuros Barnabitas: S. Felice como Vice Mestre (1957-1964), Lodi como Mestre (1964-1967) e Arpino como Reitor (1967-1969). Em 03 de outubro de 1969, festa de Santa Teresinha padroeira dos Missionários, aos 37 anos, de navio (Eugenio Costa) viajei para minha segunda e definitiva pátria, o Brasil onde, no Rio de Janeiro, cheguei no dia da descoberta da América, 12 de outubro, domingo, Festa de Nossa Senhora Aparecida e 176º Círio de Nazaré em Belém.

De português eu sabia só a Ave Maria que aprendi nos 9 dias de navegação, Genoa – Rio de Janeiro.

Em janeiro de 1970 assumi como pároco a paróquia de Irituia, o meu 1º amor brasileiro. Aprendi o português na marra convivendo sozinho com o povo ao qual, em 1971, presenteei o 1º Círio de Na. Sa. da Piedade. Dois anos depois, em janeiro de 1972, fui transferido do aventurado interior e conduzido para a capital, como pároco e superior da Paróquia-Basílica de Nazaré. Embora meio perdido, Deus e Nossa Senhora estiveram ao meu lado para dinamizar a paróquia, continuando a bela organização de Diaconias implantadas por Padre Miguel Giambelli quando vigário, e a Festa de Nazaré.

Um mês antes do Círio 1972, a paróquia lançou a 1ª Peregrinação de 300 Imagens pelas famílias só da Paróquia de Nazaré, preparando o Círio (cfr. Voz de Nazaré, Julho 1972). A Quinzena do Círio foi reestruturada com pregações, Romarias e confissões, ao longo do dia com equipe de pregadores: tudo isso por orientações dos Padres Redentoristas de Brasília e Aparecida chefiados pelo Padre Daniel Tamassia.

Guardas de Nossa senhora de Nazaré (1974); ECC: Encontro de casais com Cristo (1975); RCC: Renovação Carismática Católica; purificação da Diretoria do Círio, espiritualizando-a; disciplinando o Arraial (onde funcionavam até rendé-vous).

Em dezembro 1978, deixei Nazaré e Belém. Feito Superior Provincial em 1976, tive de assistir as várias comunidades da Província e a formação dos Noviços e dos Estudantes Professos a partir de 1979, em Bragança ou Belém.

De 1989 a Janeiro de 1991, fiquei pároco na nossa paróquia de São Rafael, de onde o Provincial Pe. Paulino me transferiu para novamente atuar na formação dos noviços.

De Janeiro 1992 a julho 1995 levei os Barnabitas para o município de Vigia. Lá transformamos a paróquia da Vigia, cidade e interior, em comunidade de comunidades (coisa inédita no Pará), seguindo a experiência do amigo e coetâneo P. Alfonso Pastore. Isso multiplicou muito o protagonismo dos leigos na Igreja e criou um diafragma poderoso contra o avanço do protestantismo.

Fora do Pará passei só 2 anos em São Paulo (1987-89), como pároco de S. Rafael, e um ano em Brasília-Samambaia (2002), como Mestre de noviços e Estudantes professos. De Samambaia passei para o Seminário Nossa Senhora Mãe da Divina Providência, no município de Benevides no Pará, como superior.

Em 2006, do Seminário de Benevides, voltei para a Basílica Santuário como Superior Provincial e local.

Em janeiro de 2013, não mais Provincial, fui destinado á paróquia de Capitão Poço, como Superior da comunidade. Desde agosto de 2015, voltei a atuar na Basílica Santuário.

Que Nossa Senhora de Nazaré e Santo Antonio Maria Zaccaria intercedam sempre pela missão desse querido sacerdote!