Segunda-feira, 16ª semana do Tempo Comum

Reflexão do Evangelho – Mateus 12, 38-42

Sempre na fidelidade à sua missão, revelando todo o seu amor pelos seus inimigos, que ele continua a considerar seus irmãos, Jesus a eles oferece, como último sinal de salvação, a sua ressurreição. Ela o revelará vencedor daquela morte que eles conseguirão, afinal, lhe infligir, provando, dessa forma, que ela realizava a Profecia e que eles foram vítimas de uma sanha homicida. O proclamará Pedro no seu discurso de Pentecostes: “Vós matastes o autor da vida” (At 2,23;3,15).

Jesus anuncia a sua ressurreição citando o livro do profeta Jonas. A figura do profeta engolido pela baleia, em cujo ventre permanece três dias e três noites, é, para Jesus, a mais apropriada imagem para definir a natureza divina da sua ressurreição, segundo o que lemos em Os 6,2 (a nota de rodapé da BJ é muito explicativa).

Nós que estamos de posse do tudo realizado, sentimos, nas palavras que Mateus aqui cita, toda a condição divina de Jesus. Ele é maior que Jonas e que Salomão.

Padre Ferdinando Maria Capra pertence à Ordem dos Clérigos de São Paulo (Barnabitas) e serve no Rio de Janeiro (RJ).